Greg Beyer visitou-nos!

No dia 1 de março de 2016, o MCA Moçambique recebeu a visita do famoso Greg Beyer, um especialista em música contemporânea com experiência significativa em orquestra , jazz e world music. Apresentou o seu projeto, ARCOMUSICAL – um empreendimento que envolve pesquisa etno-musicológica, composição e encomenda de novas obras para o berimbau – instrumento musical afro-brasileiro de arco.

Eis o que ele tem a dizer sobre o seu projeto e o instrumento que se tornou uma parte importante da sua vida:

Fala-nos de ti… quem é o Greg e o que é a Arcomusical?

– O Arcomusical é um projeto em que tenho trabalhado nos últimos 20 anos. Basicamente, trata-se de criar, tocar e ensinar com um instrumento chamado Arcomusical.

Há quanto tempo tocas este instrumento?

– Há 20 anos.

O que te interessa neste instrumento (que, em Moçambique, é tradicionalmente chamado Xitende)?

– O instrumento caiu-me no colo há cerca de 20 anos e há cerca de 10 anos comecei a dedicar-me seriamente a ele. Depois de ter caído magicamente nas minhas mãos, estudei-o e tomei consciência das suas origens. O interesse foi crescendo à medida que aprendia mais e mais sobre o instrumento através da minha pesquisa sobre instrumentos tradicionais.

Como é que conseguiste dominar este instrumento que é diferente da tua cultura musical?

– Logo no início, tive um professor que me disse que não me podia cingir à tradição e à origem do instrumento, disse-me que tinha de fazer algo diferente. Depois de cerca de um ano a pensar nesta ideia, decidi que iria tentar misturar este instrumento tradicional com música clássica contemporânea e música ocidental. Acabei por trabalhar com muitos amigos para incorporar este instrumento neste universo particular e na nossa forma de tocar.

Tem sido um desafio conseguir que a comunidade global se interesse por este velho instrumento tradicional?

– Acho que há muito interesse pelo instrumento através da comunidade da capoeira (que é conhecida mundialmente). Portanto, o instrumento tem sido espalhado por todo o mundo. Como as pessoas já estão familiarizadas com ele, há também muito interesse no que estamos a fazer com ele através do nosso projeto. De um modo geral, sinto que onde quer que tenhamos ido até agora, o público recebeu bem o instrumento e achou-o muito interessante.

Qual é o teu conselho para os futuros músicos que possam estar interessados em aprender a tocar Xitende?

– Bem, espero sinceramente que o faças. Acho que o instrumento é muito simples, por isso torna-se facilmente próximo e querido para nós. Também acho que quando encontras algo que te apaixona, deves ir em frente. Mas não pares!

Fica a saber mais sobre a Arcomusical: www.arcomusical.com

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